20 outubro, 2016

Conversa de Bar

Palavras recortadas,
Estórias desconjuntadas.
Encontro fugaz, com tempo marcado.
Quase sou atropelado...
pela vida que vinha no sentido errado.
Transtornado, meio que ressuscitado.
Trem, taxi, metro e avião.
A saudade viajando sentada.
Vontade de ter ficado mais,
Empatia demasiada,
Traz alivio passageiro.
Pensamento transparente.
Para mente,
Ausente.

08 outubro, 2016

Saudades

Não sabia que meu tórax não definido, iria atraí-la novamente...
Sorrateira ela me seguiu pelos túneis em Nova Iorque,
e finalmente na madrugada de hoje, toma de assalto meu corpo.
Interrompe meu sono e mergulha debaixo do cobertor,
provocando espasmos convulsivos.
Mesmo no escuro reconheço aquele abraço.
Tremendo de frio, busco ajuda para reconhecer,
e me livrar desta serial-widow.
Chego ao Pronto Socorro as 3 horas da manhã.
Depois de muito esforço, os medicos identificam a antiga Pneumonia com saudades.
Peço divorcio imediatamente através de um mandado de segurança anti-microbiano.
Me deixa respirar, sozinho, quieto, hidratado e descansado...


02 outubro, 2016

Dica para votar, após apuração !!!

Meu voto foi para o candidato da Aprendizagem,
Voce também vote em mim!
Nem candidato a prefeito, nem vereador,
Candidato a Educador.
Não tem partido...nem para a ignorância.
Nao prometeu, mas fez nos últimos 5 anos,
Muita educação, para pouca gente em Sao Paulo.
Vale voto nulo, que eu mesmo anulo.
Vale voto em branco, que eu preencho
Qualquer voto para Aprendizagem,
que mitiga a evasão,
sem investimento do planalto.
E não terceiriza educação.
Aprimora desenvoltura,
Junta alunos, pais e professores em força-tarefa.
Constrói conhecimento coletivo
Inventa futuro no presente sustentável.
Participe desta intervenção.

Vote no Belem,
para sua escola ter mais STEM !

28 setembro, 2016

Embaralhado

Na boca, uma secura.
Só cachoeira pode saciar.
Na vida madura, sem cura.

Enfurecida.
Casca dura,
que dura,
e não fura.

30 agosto, 2016

História do Brasil

Cansada do primeiro marido, traidor e alcoólatra, a mulher desiludida se separa para casar com a promessa de total felicidade do novo pretendente, ao menos nos 4 primeiros anos.
Passado algum tempo, ele se mostra igual ou pior que o antigo companheiro.
A mulher, novamente traída, tira o sofá da sala, difama o segundo marido, ridiculariza seu vestir, menospreza sua fala, e o rotula de "troglodita semi-analfabeto".
Como ele não aceita separação antes do decurso de prazo, ela pede divórcio alegando que o atual marido usava as economias da família para comprar escondido mensalmente um exemplar da revista Playboy e fazer um "fézinha" no jogo do do bicho, que inexoravelmente levou a família a banca rota.
O juiz acata o procedimento legal e dá andamento ao ritual processual.
Divórcio homologado, é comemorado.
O que ela não contou é que vai voltar para o primeiro marido que acaba de sair de uma clinica de recuperação de alcoólatras e prometeu que não vai traí-la com QUALQUER uma...
Relatando a história, ela se vangloria que NUNCA fez terapia e conseguiu resolver TUDO sozinha....

Niilismo* da madrugada

Em meio a noite,
Desperto aniquilado.
Leito frio.
Vazio.
Apenas o barulho essencial,
do humano animal.
Vagando no vazio,  condenado em órbita solar
Preso com "sintos" de segurança à solitária existência.
Decodificando o passageiro ao lado,
que pensa sem querer, o que não quer pensar.

A sobrevivência nos camufla e protege.
A todos.
Sem carência.

Na crença,
Desavença.
Que cativando,
nos adestra, sem pressa.


(*) goo.gl/gC14CN

18 agosto, 2016

Encontros Clandestinos II

um abraço,
um laço,
as bocas se entreolharam,
num só compasso,
que repasso,
sem cansaço.

tateando a realidade,
sem idade.
nos becos,
raspando até doer,
cheio de verdade informais.
inebriado de pura vontade,
que parecia adormecida.
Só eu e Clarice experimentando
- Plenitude, sem fulminação!
um torpor que me habita assustado,
na inquietude das falsas alegrias,
resgatando a paz,
fugaz.

Mais tarde, na saída do mercado,
um pedinte quase me usurpa a euforia inventada.
Passei sorrateiramente, disfarçado de sombra...

foi por um triz…

09 agosto, 2016

Apropriação indébita...Ufanismo de Ouro

A medalha de Rafaela é da Rafaela.
Somente dela e das poucas pessoas que acreditaram, apostaram nela. 
São poucos. Sem a cor, o padrão de beleza ou interesse da moda, foi difícil virar gente. 
Onde todos veem um olhar desafiador, eu só consigo enxergar olhar assustado, triste e acuado. 
Esses entrevistadores pós-evento, além de não darem a minima para a Rafaela, são apenas caronistas do rastro da medalha da Rafaela. 

O que fica desta medalha para todos? 
Nem mesmo a pessoa mais abastada do mundo, pode comprar a sensação, e sentir o gosto, que esta menina está sentindo para o que resta da vida.

Parabéns! Rafaela ! 
Com admiração e sinceridade de quem apenas está sentado na poltrona, sem sair na foto... ᐧ
Sem ufanismo barato.
Nato.
Sem tato.
Estelionato.

07 maio, 2016

Passado

A gente não esquece o passado, vai é se perdendo dele...

17 abril, 2016

uni LI teral

A exuberância quase faz esquecer o par de horas de atraso.
Mesmo sem pupilas dilatadas, nem carinhos roubados,
fico enebriado pelo sorriso alvejado com bicarbonato.
Arrisco uma proposta de convívio conjugal sorrateiro,
compartilhando espaço sem fiador, e nem conversa fiada.
Acareado com a matilha, fui  preterido.
Depois de muito riso, ergue-se placa de aviso: No trespassing !
Para jantar pedimos "Fiori de mussarela de búfala al limone" ao sugo,
Uma delícia...
Faltou um sorvete de sobremesa, para congelar meu desejo,
e um beijo de despedida, para dar sentido à vida,
sem paixão desmedida.
Aparente tentativa de escambo corporal.
Um desejo quase unilateral...



14 março, 2016

Cappuccino 100 chantili

Ao fim de tudo nada alem de uma tarde de domingo inventada, porque no universo não tem dia de folga, toda hora é de trabalhar interagir e modificar.
Inveja dos que são felizes mesmo sem experimentar felicidade.

Todos brincando de gente ocupada sem nada para fazer,
Apenas desocupados neuróticos de muitos afazeres.
Um alvoroço no café de esquina.
Não há conversa nem para jogar fora...ao fundo toca "Hotel California" para ninguém ouvir.
Fico bebericando, sem vontade, um Cappuccino feito no modo automático pela garçonete que pensava na filha pequena, morando tão longe que a saudade sempre chega cansada.
Uma filha feita às pressas, sem querer, pensando que era amor para sempre. Era só vontade de Delta FosB, um vício compulsório da mente.
Na TV noticias sobre o "Oscar" em Los Angeles  e nada sobre o "João" em Mariana.
Lama que sufoca vidas, alimentando de notícias os passivos espectadores falsamente compadecidos, e fundidos em suas poltronas de couro legítimo.
Enquanto isso, com medo do futuro muita gente fica em cima do muro...
Sem dar conta que vida escorre entre boletos (pagos ou esquecidos), regras, modismos e hábitos sem sentido...
Tudo recheado de chocolate feito com cacau colhido por crianças escravas, candidatas a delinquentes sobreviventes e analfabetas, que dividirão espaço com outras crianças, educadas em escolas forjadoras de homens falsos, ensinando que:
Vida é imitação de canal Telecine,
Para todo smartphone usado existe um novo esperando para ser comprado,
Ecologia é o estudo do influencia do "eco",
Pássaros são concebidos em aviários,
Hamburger é produzido em supermercado,
Existe uma fábrica de dinheiro, onde justos comandam a produção,
Que amor é eterno como no conto de fadas
e produz uma família perfeita como anuncio de carro na TV, percorrendo aquela estrada suave.

Ficam sem saber o que esta acontecendo nas entrelinhas da vida verdadeira...
Mas tudo não passa de uma pequena besteira...
O quantum do Universo das Besteiradas...

Foi um átimo, mas o carinho da morte, deixou sequelas.
Como luz fraca de lamparina amarela e sem força.
Quando os sentidos não terão mais sistema nervoso para impressionar o cérebro, um local onde meras sinapses se transformam em profundas ilusões.
Se amanha não aparecer o Sol fica desde já meu protesto,
Sou viciado em espalhamento fotônico, ilusão que me deixa atônito.
"Let it linger" tocando ao fundo é um rio de melancolia percorrendo a cafeteria.
Quem suporta existencia físico-química, sem ter amor inventado percorrendo sinapses,
Corroídas por momentos de carencia da amídala e área tegmental ventral?
Apenas recompensas fundamentais travestidos de afeto emocional ou sexo animal.
Um hedonismo sem igual...

Como me alertou uma mulher bonita, de olhos azuis lancinantes:
"As vezes é urgente sair da coxia e passear encantado pelo cenário, ainda que falso."



10 janeiro, 2016

Festa no meu apê

Ela entrou rapidamente, me ignorou,  e após um rasante na minha testa, pousou na tela da TV .
Se interpôs entre eu e um documentário de aranhas peçonhentas, que estava no ar apenas para preencher o tempo daqueles cuja maior aventura do sábado a noite é se ocupar do controle remoto, já que o auto-controle foi dormir faz tempo.

O que faz uma drosófila subir 16 andares para pousar encima de um aracnídeo?
Seria treinamento com simulação para superar o medo?

Ela pediu para eu desligar a TV.  Obedeci sem hesitação.
Agora, um silencio escuro nos surpreende.

Fingindo ser superior, me levanto com se conseguisse ignorá-la.
Caminho por entre sombras, penso em alguém para mitigar minha solidão.

Da porta do quarto ouço os cupins dando uma festa na estante do escritório.
A festança não chega a incomodar os cupins dormindo na cadeira ao lado.
Lei do silencio, respeitada no mundo dos cupins.

A chuva lembra que a piscina vai estar contaminada com água límpida.

Tudo ao redor vivo, e parado em movimento continuo.
Aumentou a chuva, mas eu continuo o mesmo.
Não precisa chegar o amanhã.
Esta noite pode durar sempre.

Para não dormir sem sono, decido ir à festa no escritório, .
Mesmo sem ser convidado.
É muita cara de pau...
Pronto! Encontrei uma aventura  de alto risco...