Uma tarde ao léu,
cheia de trabalho forçado.
Sem lenço, porem com documento.
Amarrado no vazio da padaria,
que preenche meu estômago
e alimenta minha mente,
com Sonhos e Carolinas.
Fragmentos de textos interessantes de autores renomados e também de minha autoria, depositados aqui ao invés de entupir a caixa postal dos amigos.
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27 agosto, 2018
30 agosto, 2016
Niilismo* da madrugada
Em meio a noite,
Desperto aniquilado.
Leito frio.
Vazio.
Apenas o barulho essencial,
do humano animal.
Vagando no vazio, condenado em órbita solar
Preso com "sintos" de segurança à solitária existência.
Decodificando o passageiro ao lado,
que pensa sem querer, o que não quer pensar.
A sobrevivência nos camufla e protege.
A todos.
Sem carência.
Na crença,
Desavença.
Que cativando,
nos adestra, sem pressa.
(*) goo.gl/gC14CN
Desperto aniquilado.
Leito frio.
Vazio.
Apenas o barulho essencial,
do humano animal.
Vagando no vazio, condenado em órbita solar
Preso com "sintos" de segurança à solitária existência.
Decodificando o passageiro ao lado,
que pensa sem querer, o que não quer pensar.
A sobrevivência nos camufla e protege.
A todos.
Sem carência.
Na crença,
Desavença.
Que cativando,
nos adestra, sem pressa.
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17 abril, 2016
uni LI teral
A exuberância quase faz esquecer o par de horas de atraso.
Mesmo sem pupilas dilatadas, nem carinhos roubados,
fico enebriado pelo sorriso alvejado com bicarbonato.
Arrisco uma proposta de convívio conjugal sorrateiro,
compartilhando espaço sem fiador, e nem conversa fiada.
Acareado com a matilha, fui preterido.
Depois de muito riso, ergue-se placa de aviso: No trespassing !
Para jantar pedimos "Fiori de mussarela de búfala al limone" ao sugo,
Uma delícia...
Faltou um sorvete de sobremesa, para congelar meu desejo,
e um beijo de despedida, para dar sentido à vida,
sem paixão desmedida.
Aparente tentativa de escambo corporal.
Um desejo quase unilateral...
Mesmo sem pupilas dilatadas, nem carinhos roubados,
fico enebriado pelo sorriso alvejado com bicarbonato.
Arrisco uma proposta de convívio conjugal sorrateiro,
compartilhando espaço sem fiador, e nem conversa fiada.
Acareado com a matilha, fui preterido.
Depois de muito riso, ergue-se placa de aviso: No trespassing !
Para jantar pedimos "Fiori de mussarela de búfala al limone" ao sugo,
Uma delícia...
Faltou um sorvete de sobremesa, para congelar meu desejo,
e um beijo de despedida, para dar sentido à vida,
sem paixão desmedida.
Aparente tentativa de escambo corporal.
Um desejo quase unilateral...
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14 março, 2016
Cappuccino 100 chantili
Ao fim de tudo nada alem de uma tarde de domingo inventada, porque no universo não tem dia de folga, toda hora é de trabalhar interagir e modificar.
Inveja dos que são felizes mesmo sem experimentar felicidade.
Todos brincando de gente ocupada sem nada para fazer,
Apenas desocupados neuróticos de muitos afazeres.
Um alvoroço no café de esquina.
Não há conversa nem para jogar fora...ao fundo toca "Hotel California" para ninguém ouvir.
Fico bebericando, sem vontade, um Cappuccino feito no modo automático pela garçonete que pensava na filha pequena, morando tão longe que a saudade sempre chega cansada.
Uma filha feita às pressas, sem querer, pensando que era amor para sempre. Era só vontade de Delta FosB, um vício compulsório da mente.
Na TV noticias sobre o "Oscar" em Los Angeles e nada sobre o "João" em Mariana.
Lama que sufoca vidas, alimentando de notícias os passivos espectadores falsamente compadecidos, e fundidos em suas poltronas de couro legítimo.
Enquanto isso, com medo do futuro muita gente fica em cima do muro...
Sem dar conta que vida escorre entre boletos (pagos ou esquecidos), regras, modismos e hábitos sem sentido...
Tudo recheado de chocolate feito com cacau colhido por crianças escravas, candidatas a delinquentes sobreviventes e analfabetas, que dividirão espaço com outras crianças, educadas em escolas forjadoras de homens falsos, ensinando que:
Vida é imitação de canal Telecine,
Para todo smartphone usado existe um novo esperando para ser comprado,
Ecologia é o estudo do influencia do "eco",
Pássaros são concebidos em aviários,
Hamburger é produzido em supermercado,
Existe uma fábrica de dinheiro, onde justos comandam a produção,
Que amor é eterno como no conto de fadas
e produz uma família perfeita como anuncio de carro na TV, percorrendo aquela estrada suave.
Ficam sem saber o que esta acontecendo nas entrelinhas da vida verdadeira...
Mas tudo não passa de uma pequena besteira...
O quantum do Universo das Besteiradas...
Foi um átimo, mas o carinho da morte, deixou sequelas.
Como luz fraca de lamparina amarela e sem força.
Quando os sentidos não terão mais sistema nervoso para impressionar o cérebro, um local onde meras sinapses se transformam em profundas ilusões.
Se amanha não aparecer o Sol fica desde já meu protesto,
Sou viciado em espalhamento fotônico, ilusão que me deixa atônito.
"Let it linger" tocando ao fundo é um rio de melancolia percorrendo a cafeteria.
Quem suporta existencia físico-química, sem ter amor inventado percorrendo sinapses,
Corroídas por momentos de carencia da amídala e área tegmental ventral?
Apenas recompensas fundamentais travestidos de afeto emocional ou sexo animal.
Um hedonismo sem igual...
Como me alertou uma mulher bonita, de olhos azuis lancinantes:
"As vezes é urgente sair da coxia e passear encantado pelo cenário, ainda que falso."
Inveja dos que são felizes mesmo sem experimentar felicidade.
Todos brincando de gente ocupada sem nada para fazer,
Apenas desocupados neuróticos de muitos afazeres.
Um alvoroço no café de esquina.
Não há conversa nem para jogar fora...ao fundo toca "Hotel California" para ninguém ouvir.
Fico bebericando, sem vontade, um Cappuccino feito no modo automático pela garçonete que pensava na filha pequena, morando tão longe que a saudade sempre chega cansada.
Uma filha feita às pressas, sem querer, pensando que era amor para sempre. Era só vontade de Delta FosB, um vício compulsório da mente.
Na TV noticias sobre o "Oscar" em Los Angeles e nada sobre o "João" em Mariana.
Lama que sufoca vidas, alimentando de notícias os passivos espectadores falsamente compadecidos, e fundidos em suas poltronas de couro legítimo.
Enquanto isso, com medo do futuro muita gente fica em cima do muro...
Sem dar conta que vida escorre entre boletos (pagos ou esquecidos), regras, modismos e hábitos sem sentido...
Tudo recheado de chocolate feito com cacau colhido por crianças escravas, candidatas a delinquentes sobreviventes e analfabetas, que dividirão espaço com outras crianças, educadas em escolas forjadoras de homens falsos, ensinando que:
Vida é imitação de canal Telecine,
Para todo smartphone usado existe um novo esperando para ser comprado,
Ecologia é o estudo do influencia do "eco",
Pássaros são concebidos em aviários,
Hamburger é produzido em supermercado,
Existe uma fábrica de dinheiro, onde justos comandam a produção,
Que amor é eterno como no conto de fadas
e produz uma família perfeita como anuncio de carro na TV, percorrendo aquela estrada suave.
Ficam sem saber o que esta acontecendo nas entrelinhas da vida verdadeira...
Mas tudo não passa de uma pequena besteira...
O quantum do Universo das Besteiradas...
Foi um átimo, mas o carinho da morte, deixou sequelas.
Como luz fraca de lamparina amarela e sem força.
Quando os sentidos não terão mais sistema nervoso para impressionar o cérebro, um local onde meras sinapses se transformam em profundas ilusões.
Se amanha não aparecer o Sol fica desde já meu protesto,
Sou viciado em espalhamento fotônico, ilusão que me deixa atônito.
"Let it linger" tocando ao fundo é um rio de melancolia percorrendo a cafeteria.
Quem suporta existencia físico-química, sem ter amor inventado percorrendo sinapses,
Corroídas por momentos de carencia da amídala e área tegmental ventral?
Apenas recompensas fundamentais travestidos de afeto emocional ou sexo animal.
Um hedonismo sem igual...
Como me alertou uma mulher bonita, de olhos azuis lancinantes:
"As vezes é urgente sair da coxia e passear encantado pelo cenário, ainda que falso."
30 dezembro, 2015
Encontros Clandestinos
Gostaria de ter dito para ela ficar um pouco mais.
Cade a desenvoltura, o jogo de cintura?
Tudo desnorteado pela implosão tegmental.
Um enxame de gente desorientada pelo chuvisco,
Despencando pela escada-rolante,
Esfolando alma que não tenho.
Paralisia na catarse, congelando o tempo.
Novo roteiro, com gosto de passado sufocado.
Assustado, permaneço desconfortavelmente feliz.
Atormentado por sentimentos clandestinos…
Diante deste olhar pertubador.
Com pupilas dilatadas, sorrindo sem parar.
Avalanche de pensamentos libidinosos.
Inicio de uma viagem sem mala, nem passaporte.
Percorrendo artérias, oxigenando vida agonizante.
Voltei meu olhar para resgata-la ainda no horizonte.
Aflita, ela já tinha se mesclado na multidão caótica.
Fico só com a vontade de ter ficado para sempre.
Como nada é eterno,
Melhor ficar interinamente, só até a próxima encarnação.
Inquietude desestabilizada pela existência além do cotidiano.
Um lento perambular.
Vou encarar?
Cade a desenvoltura, o jogo de cintura?
Tudo desnorteado pela implosão tegmental.
Um enxame de gente desorientada pelo chuvisco,
Despencando pela escada-rolante,
Esfolando alma que não tenho.
Paralisia na catarse, congelando o tempo.
Novo roteiro, com gosto de passado sufocado.
Assustado, permaneço desconfortavelmente feliz.
Atormentado por sentimentos clandestinos…
Diante deste olhar pertubador.
Com pupilas dilatadas, sorrindo sem parar.
Avalanche de pensamentos libidinosos.
Inicio de uma viagem sem mala, nem passaporte.
Percorrendo artérias, oxigenando vida agonizante.
Voltei meu olhar para resgata-la ainda no horizonte.
Aflita, ela já tinha se mesclado na multidão caótica.
Fico só com a vontade de ter ficado para sempre.
Como nada é eterno,
Melhor ficar interinamente, só até a próxima encarnação.
Inquietude desestabilizada pela existência além do cotidiano.
Um lento perambular.
Vou encarar?
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20 setembro, 2015
Passa...tempo entre olhares
Um olhar flutua repleto de desejo entre olhares saciados.
Ela também me olha...ou me encara com desprezo e convicção de que bastaria correr para se livrar do assedio de lobo mau, das minhas garras envelhecidas morosas e preguiçosas, porem famintas de tecido conjuntivo rígido e debutante.
Nem a truculência do meu olhar perverso, cheio de maldade 'boa', consegue mobiliza-la.
Ela já esta imobilizada pela vida...
Mais tarde, fui comprar um pouco de felicidade temporária.
Mas nem a sala escura sustentou as pálpebras abertas, cheias de falta de vontade.
Me surpreendo com alguem sentado ao lado, na montanha russa existencial.
Espero que não encene um grito apavorado, como orgasmo fabricado.
Mas que pegue na mão apertado e mostre no rosto um sorriso esbanjado.
Lufadas de vento me lambendo, vão resfriando minha carcaça oxidada.
Minhas ideias se espalham caóticas, como poeira de grãos cósmicos.
Dançando sem trégua em torno de um buraco negro,
Num cansativo ritual de sobrevivencia, quase sempre imortal.
Só a morte nos liberta da implacável vida, que autoritária, nos escraviza a viver.
Temos que ser no plural.
Temo ser no plural, apenas parte de uma manada.
Que nada...
Ela também me olha...ou me encara com desprezo e convicção de que bastaria correr para se livrar do assedio de lobo mau, das minhas garras envelhecidas morosas e preguiçosas, porem famintas de tecido conjuntivo rígido e debutante.
Nem a truculência do meu olhar perverso, cheio de maldade 'boa', consegue mobiliza-la.
Ela já esta imobilizada pela vida...
Mais tarde, fui comprar um pouco de felicidade temporária.
Mas nem a sala escura sustentou as pálpebras abertas, cheias de falta de vontade.
Me surpreendo com alguem sentado ao lado, na montanha russa existencial.
Espero que não encene um grito apavorado, como orgasmo fabricado.
Mas que pegue na mão apertado e mostre no rosto um sorriso esbanjado.
Lufadas de vento me lambendo, vão resfriando minha carcaça oxidada.
Minhas ideias se espalham caóticas, como poeira de grãos cósmicos.
Dançando sem trégua em torno de um buraco negro,
Num cansativo ritual de sobrevivencia, quase sempre imortal.
Só a morte nos liberta da implacável vida, que autoritária, nos escraviza a viver.
Temos que ser no plural.
Temo ser no plural, apenas parte de uma manada.
Que nada...
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21 setembro, 2014
Emulando vida e movimento
Fantoches cambaleantes de carcaças humanas,
caricaturas mergulhando e emergindo das turbulentas estações subterrâneas.
Sem rumo próprio, mas na direção da manada.
Querendo chegar, mesmo sem destino.
Em busca de afeto, a moça dança com languidez artificial,
entre sons desconexos que preenchem o silencio de ser.
O rapaz cobiça o desejo de outros.
Gente de aparência pasteurizada.
Violentando a diversidade natural.
Todos buscando identidade no igual.
Sem pensar.
Sem falar.
Sem ar.
Respirando o que nos sufoca.
Fotografando o que nos cega.
Por favor vê se não nega.
Finja estar vivo,
alem dos finais de semana.
O Ministério da Saúde recomenda...
18 julho, 2014
C'est la vie
O segredo é perceber a diferença entre 'protagonista' e 'coadjuvante'.
Entretanto a sabedoria é entender quando é preciso ser 'ator principal' e quando se transformar em 'cenário descartável'.
Entretanto a sabedoria é entender quando é preciso ser 'ator principal' e quando se transformar em 'cenário descartável'.
06 fevereiro, 2014
Lobo & homem
Acordo com saudades de alguem que desconheço.
Nos lençóis, um aroma imaginado que jamais senti.
Amanhece em mim, um outro que nunca fui.
Nos lençóis, um aroma imaginado que jamais senti.
Amanhece em mim, um outro que nunca fui.
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27 dezembro, 2013
Final de An0 parado
Acordo em meio da poeira cósmica deste universo abandonado,
Uma constante reforma do espaço-tempo..
Tudo que consigo respirar são as memórias de um amanhã.
Cheiro de violeta.
A mente desatina.
No monitor uma luta sem ringue, nem luvas;
Dawkins socando Chopra.
10, 9, 8......1 e Quantum knock out !!!
Confessado ontem que mentir é fundamental para vida de verdade.
Crianças domesticadas esquentam o assento de couro e dedilham seus aparatos de silício.
Animais mimados fingem aceitar o comando dos donos.
Enquanto isso todos pacotes de presente esperam que a arvore floreça e acenda as luzes.
Na piscina nossos corpos afundam com o peso da consciencia.
Um simulador imita a vida e mente para a mente,
Que vive verdadeiramente.
Verdadeira mente...
Uma constante reforma do espaço-tempo..
Tudo que consigo respirar são as memórias de um amanhã.
Cheiro de violeta.
A mente desatina.
No monitor uma luta sem ringue, nem luvas;
Dawkins socando Chopra.
10, 9, 8......1 e Quantum knock out !!!
Confessado ontem que mentir é fundamental para vida de verdade.
Crianças domesticadas esquentam o assento de couro e dedilham seus aparatos de silício.
Animais mimados fingem aceitar o comando dos donos.
Enquanto isso todos pacotes de presente esperam que a arvore floreça e acenda as luzes.
Na piscina nossos corpos afundam com o peso da consciencia.
Um simulador imita a vida e mente para a mente,
Que vive verdadeiramente.
Verdadeira mente...
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16 dezembro, 2013
TákiKardi@
Escapando do infarto,
coração fora de compasso;
pode ser paixão,
simples taquicardia,
ou uma síncope vadia.
Pelas frestas um cartaz implora,
e sintetiza a vida requentada:
"Não sou feliz mas tenho marido"
Escolhas sem fronteiras,
dão espaço para o acaso.
Risco de morte que alimenta a vida.
Fracassos confundidos com sucessos.
Continuo com medo da Virginia Wolf.
Dependo de um check up
para saber se sou feliz.
O Natal chega
com queda das vendas...
Será que agora todos verão?
Nova estação:
Espacial ou de Metrô.
LasT Vegas foi criticado,
...mas eu gostei.
Onde está minha Mary Steenburgen?
Enquanto ela não aparece,
como ameixa sem caroço.
Mastigo sem receio,
Maria Flor, meu devaneio.
15 novembro, 2012
TRANSFORMudança
Exótica, ruiva, com sardas e de maria-chiquinha, meu segundo ano escolar já me ensinava a primeira lição: paixão. No recreio a distancia compulsória entre as carteiras diminuia.
Aos quatorze, já queria muito uma mulher, a mais bonita. Só acalentei o querer com o matrimonio, treze anos depois.
Aos vinte e poucos bastava uma ninfomaníaca no trabalho.
Aos trinta e cinco uma melancólica intelectual paralisa meu raciocínio e intercepta meu destino oficial.
Aos quarenta uma boa transa é suficiente. Sem ternura.
Hoje, basta um olhar, não predador, que me enxergue nesta selva social, já é pouco de paixão nesta loucura.
06 novembro, 2012
Sonhar um sonho impossível
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spacetrip4us,
universitário
04 novembro, 2012
Besteiradas
Sou acordado por problemas mundanos...
A mulher feia quer atenção, e tenta atrapalhar o pedreiro que não olha para ela.
A faxineira me acusa de não prover lustra-móveis.
Um condômino quer ponderar o rateio do condomínio para quem não usa a piscina.
O balconista responde que o pão de ontem, ainda está fresco.
O porteiro abre o portão sem identificar o motivo da incursão.
Um café com sotaque parisiense é pago com o salário que desempregado não recebeu.
A moça quase bela, acredita na roupa que esta vestindo.
Eu penso estar acima destes mortais, mas definho em letargia imaginária.
Tambem acabo com formigas passeando pelos meus lábios,
sedentos de um beijo anônimo, porém verdadeiro.
Onde fica guardada a essência das pessoas?
Quando a vida será algo alem de um boleto, de uma rotina e um amuleto ?
Uma mulher desocupada, fazendo coreografia de sobrecarregada.
O moleque pentelho é percebido pela mãe como hiperativo.
A saudade, tão doída, que parece cansaço.
Um momento, tão lento, que lembra uma foto embaçada.
Seria bom estar vivo...
A mulher feia quer atenção, e tenta atrapalhar o pedreiro que não olha para ela.
A faxineira me acusa de não prover lustra-móveis.
Um condômino quer ponderar o rateio do condomínio para quem não usa a piscina.
O balconista responde que o pão de ontem, ainda está fresco.
O porteiro abre o portão sem identificar o motivo da incursão.
Um café com sotaque parisiense é pago com o salário que desempregado não recebeu.
A moça quase bela, acredita na roupa que esta vestindo.
Eu penso estar acima destes mortais, mas definho em letargia imaginária.
Tambem acabo com formigas passeando pelos meus lábios,
sedentos de um beijo anônimo, porém verdadeiro.
Onde fica guardada a essência das pessoas?
Quando a vida será algo alem de um boleto, de uma rotina e um amuleto ?
Uma mulher desocupada, fazendo coreografia de sobrecarregada.
O moleque pentelho é percebido pela mãe como hiperativo.
A saudade, tão doída, que parece cansaço.
Um momento, tão lento, que lembra uma foto embaçada.
Seria bom estar vivo...
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