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07 março, 2021

Reciprocidade é unilateral ?

 










Ingredientes necessários para uma boa relação:

Respeito, confiança, transparência, e amor.

Um é alicerce para o outro.

Adicionar somente de forma natural,

Não invista tempo de vida impondo esta receita em toda relação.

Ao invés de cobrar compulsivamente,

dedique-se a retribuir verdadeiramente, 

para quem faz isso de forma espontânea com você.

Facilita para todos!!

14 fevereiro, 2021

Algemas

Uma pequena brasa...e pega fogo.
Logo vira um incêndio.
Depois vem a explosão da coalizão.
Perdição.
Em plena era de aquário, os deuses vacilaram numa maratona divina.
A nossa ninfa é implacável, e nosso consoante é inseparável.
Basta um encontro despretensioso para ignição.
Cheio de tesão.
Sem limitação.
Implacável sedução.
Um sistema binário de Titãs.
Um orbitando ao redor do outro e vice-versa…


Entre pirraças, provocações, desilusões, desentendimentos, disputas, competições, discussões e DRs, tropeços imaturos, selvagens orgasmos, espasmos, risos, sorrisos, cumplicidade, lealdade, amizade, beijos, abraços e amassos, prevalecem os entrelaços.
 
Na física seriam dois prótons ligados pela força nuclear.
Na química seria combustível e comburente.
Se fosse na literatura seria Romeu e Julieta.
Fosse ópera seria Tristão e Isolda, ou até Carmen de Bizet.


Outrora, a bioquímica em união perfeita escravizava o casal de titãs, 
as personalidades irascíveis incitavam a competição destrutiva provocando ocasionais afastamentos compulsórios.


Tem que fazer muita terapia para arrumar essa alergia.
Tem que resgatar muita confiança para superar essa desconfiança.
Tem que ter muita vontade.
Tem que ter muita sanidade para transformar esta vontade.
Tem que ter muito amor para superar este ardor.

13 novembro, 2020

Chegada da Partida








Desperto estraçalhado. Faltando um pedaço...

Era você que já havia se levantado para viver.

Fico amedrontado,

Mas prevalece a coragem dos que não tem nada a perder.

Saio alquebrado, e sem destino,

Com dor e desatino.

Temendo amar tanto assim.

Fica um beijo confiscado em lábios selados.

Um abraço solto.

Um amor de perdição.

Um desarranjo sem muro,

Sem perspectiva no meu futuro.

Viceras expostas.

Morte em vida,

Minha alma banida.

07 junho, 2020

Despedida

Quando a melancolia é única esperança,
sonolência é sinal de vitalidade,
Sobrevivência é rotina.
O estado não governa e só brinca no picadeiro.

Pessoas entorpecidas de corantes, aromatizantes, 
conservantes ou conservadores.
Anarquistas disfarçados de ativistas.
Ativista dissimulados de politizados.
A única coisa que resta é polarização.
Chicote na população,
Bolinação sem sexo,
Sexo sem amor,
Amor sem calor,
Ardor sem frescor,
Frescor sem valor,
Tudo desamor.

Alguns morrem de fome.
Outros de excesso de alimento entupindo as veias.
Enquanto alguns morrem com vírus
Outros morrem em vida, 
viralizando uma catarse perene.

Depois de toda jornada, 
sobra apenas a carcaça em descompasso, descontrolado.
No leito, descansa entubada a sobrevivente retorcida pela vida,
que teima em continuar por um suspiro.
Mas segue feliz, por não ter mais a obrigação de viver o amanhã,
e confiscar a atenção dos afogados na insensatez.
Nós, que equivocadamente continuamos inertes, esperamos nossa vez.
.
Um pouco de sanidade, sempre nas lembranças. 
Amor nos tempos da pandemia.

O Sistema mantém o contemporâneo desprezo pelo humano, 
a meritocracia pelo desumano.
A mão que açoita forte durante a vida,
quer acalentar sem piedade no momento da morte,
apenas para aplacar a culpa de quem continua vivendo.
Um derradeiro Golpe de Mestre.
Sem compaixão de acomodar na UTI.
Na caminhada final tratamento VIP com morfina,
sem desconforto. 
(de quem?)
Um suspiro. 

Um aborto de quem já estava morto.

Pax

07 maio, 2016

Passado

A gente não esquece o passado, vai é se perdendo dele...

14 março, 2016

Cappuccino 100 chantili

Ao fim de tudo nada alem de uma tarde de domingo inventada, porque no universo não tem dia de folga, toda hora é de trabalhar interagir e modificar.
Inveja dos que são felizes mesmo sem experimentar felicidade.

Todos brincando de gente ocupada sem nada para fazer,
Apenas desocupados neuróticos de muitos afazeres.
Um alvoroço no café de esquina.
Não há conversa nem para jogar fora...ao fundo toca "Hotel California" para ninguém ouvir.
Fico bebericando, sem vontade, um Cappuccino feito no modo automático pela garçonete que pensava na filha pequena, morando tão longe que a saudade sempre chega cansada.
Uma filha feita às pressas, sem querer, pensando que era amor para sempre. Era só vontade de Delta FosB, um vício compulsório da mente.
Na TV noticias sobre o "Oscar" em Los Angeles  e nada sobre o "João" em Mariana.
Lama que sufoca vidas, alimentando de notícias os passivos espectadores falsamente compadecidos, e fundidos em suas poltronas de couro legítimo.
Enquanto isso, com medo do futuro muita gente fica em cima do muro...
Sem dar conta que vida escorre entre boletos (pagos ou esquecidos), regras, modismos e hábitos sem sentido...
Tudo recheado de chocolate feito com cacau colhido por crianças escravas, candidatas a delinquentes sobreviventes e analfabetas, que dividirão espaço com outras crianças, educadas em escolas forjadoras de homens falsos, ensinando que:
Vida é imitação de canal Telecine,
Para todo smartphone usado existe um novo esperando para ser comprado,
Ecologia é o estudo do influencia do "eco",
Pássaros são concebidos em aviários,
Hamburger é produzido em supermercado,
Existe uma fábrica de dinheiro, onde justos comandam a produção,
Que amor é eterno como no conto de fadas
e produz uma família perfeita como anuncio de carro na TV, percorrendo aquela estrada suave.

Ficam sem saber o que esta acontecendo nas entrelinhas da vida verdadeira...
Mas tudo não passa de uma pequena besteira...
O quantum do Universo das Besteiradas...

Foi um átimo, mas o carinho da morte, deixou sequelas.
Como luz fraca de lamparina amarela e sem força.
Quando os sentidos não terão mais sistema nervoso para impressionar o cérebro, um local onde meras sinapses se transformam em profundas ilusões.
Se amanha não aparecer o Sol fica desde já meu protesto,
Sou viciado em espalhamento fotônico, ilusão que me deixa atônito.
"Let it linger" tocando ao fundo é um rio de melancolia percorrendo a cafeteria.
Quem suporta existencia físico-química, sem ter amor inventado percorrendo sinapses,
Corroídas por momentos de carencia da amídala e área tegmental ventral?
Apenas recompensas fundamentais travestidos de afeto emocional ou sexo animal.
Um hedonismo sem igual...

Como me alertou uma mulher bonita, de olhos azuis lancinantes:
"As vezes é urgente sair da coxia e passear encantado pelo cenário, ainda que falso."



15 julho, 2015

Sex@genario.com

Quase 22.000 dias de vida.
Sinais de fadiga no metatarso e na derme.
A sístole hipnotiza a diástole em alta.
O pulso firme mas lento.
Olhar atento. Ainda tento.
Convulsões sinapticas aceleradas, e amadurecidas.
Instinto emocional perambulando pelo jardim de infancia.
O tempo fluindo por entre dedos sem anéis.
Sexo sem amor, espreita a morte sem dor.

05 janeiro, 2015

Amorxonado

AMOR:     conforto de viver uma mentira verdadeira,
PAIXÃO:  fulminação de sentir uma verdade mentirosa.