Fragmentos de textos interessantes de autores renomados e também de minha autoria, depositados aqui ao invés de entupir a caixa postal dos amigos.
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12 fevereiro, 2006
Salesman
Para quem não precisa,
Por um preço maior que o valor real.
Quem paga?
Aquele que compra.
Com o dinheiro de quem trabalha...
[mlfb]
Trânsito
EXISTE gente sem rumo,
SEM destino,
SEM vontade de chegar,
SEM desejo de viver,
Uma desarticulada 'MANADA' de falsos motoristas.
Encurralados no caminho do matadouro.
[mlfb]
10 fevereiro, 2006
Cara-pálida & Índio
Mas o temporário grupamento ordenado de moléculas,
tem um defeito intermitente:
a MENTE!
O cérebro evoluido apenas para articular a sobrevivência e
coordenar a eterna busca para replicar e perpetuar a coleção de moléculas;
possui um efeito funcional colateral,
que corrompe o funcionamento normal:
PENSAR!
E por séculos vai nos transformando de simples atores,
em intrincados observadores.
Travestindo com uma função antropológica,
aquilo que é puramente biológico.
Evoluir para que?
Para transformar instinto em vontade?
Realidade em pensamento?
Pior ainda!
Pensamento em realidade...
É a criatura (homem) se rebelando contra o criador (cosmo)!
Previlegiando o intelecto, e mutilando o instinto.
Ser índio, além de mais inteligente,
também é mais humano.
Nunca vi índio matando javali para cumprir meta de caça.
Nem Governança Tribalista!
Eles apenas cumprem resignados,
o insignificante papel de ser sem sentido,
sem ego,
sem defeito e fiéis.
Não ao "Programa de Milhagem",
mas ao projeto original do homo-sapiens.
Será que o Google consegue achar meu arco & flecha?
[mlfb]
05 fevereiro, 2006
Renda-se!
Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei.
Pergunte, sem querer, a resposta, como estou perguntando.
Não se preoucupe em "entender".
Viver ultrapassa todo o entendimento.
[Clarice Lispector* 1925-1977]
(*) A escritora nasceu na Ucrânia, mas viveu no Brasil desde os dois meses de idade. Suas obras mais famosas incluem Laços de Família, A Paixão Segundo G.H. e A Hora da Estrela. Nos textos, Clarice explora a solidão e a incomunicabilidade humana.
Ouça>> [ 56kb ] (Interpretação livre de Antônio Abujamra)
03 fevereiro, 2006
01 fevereiro, 2006
16 janeiro, 2006
Nada+ando pela Piscina
Parece desperdício para os que morrem sedentos.
Mas no deck da piscina avarenta,
Alguém justifica a economia subjetiva,
legitimando a distribuição de renda desigual.
Um modelo matemático é confundido com prática comunista.
Logo a discussão termina em organizada excursão coletiva ao litoral,
Para ver H2O contaminada de sal.
Do outro lado da piscina lotada de gente fritando o cérebro,
um grupo de crianças me convida para uma aula de mergulho de cabeça,
Sem muita conversa...
Enfim... como dizendo carinhosamente:
''Tio fale menos sobre o dispensável e faça mais o essencial!''
[mlfb]
08 janeiro, 2006
Maior Idade: 18, 21 ou 50?
Pouco tempo de viagem.
Nenhuma fila de espera.
É 'self' o serviço,
Coma o quanto seu olhar deseja,
ainda que submetido ao limite corporal.
Inunde sua alma.
Distraído eu puxo conversa com um rapaz
acompanhado de uma animada moça.
Ele dispara uma questão contundente:
- Voce se conhece?
Não respondo, na esperança do circunstancial de diluir.
Insistente e firme ele pede
para que eu aceite ser livre.
Não me reconheço com fome de viver.
A moça animada refoça dizendo:
- Nunca é tarde!
Fui apresentado a mim, e fico desconfortávelmente aturdido.
Porque aquela gente remexe minhas entranhas?
Porrada afetuosa que desperta a 'eu' esquecido no passado.
Quem são voces?
- Seus filhos, não reconhece?
- Pai! Podemos pedir a conta?
Eu pago, mas não apago.
Continuo aprisionado.
Inútil seguir e dormir sem sentido.
Pura reflexão, sem atitude.
Incômodo do auto-reconhecimento.
Preguiça do recomeço sem paradigmas.
Ser mestre do destino que não governo,
mas penso dirigir.
Promessa de me frequentar mais,
com menos rigor
com mais vontade de 'felizar'
o que em mim flui.
[mlfb]
05 janeiro, 2006
Liberdade
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
[Cecília Meireles 1901-1964]
30 dezembro, 2005
Bom & Imprescindível
Há aqueles que lutam muitos dias, e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos, e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis."
[Bertolt Brecht 1898-1956]
19 dezembro, 2005
17 dezembro, 2005
E depois de uma tarde...
Onde sempre acabou cada ilusão.
A forca dos meus sonhos e' tão forte
Que tudo renasce a exaltação,
E nunca as minhas mãos estão vazias.
[Sophia de Mello Breyner]
16 dezembro, 2005
Formatura do meu filho

Fernando César,
Você merece muito mais...
Não só pelas surpresas,
mas pelos teus sábios ensinamentos ao longo de nossas vidas.
Fiquei muito orgulhoso da tua participação na minha vida,
O discurso e tua performance confirmaram
teu cativante sucesso.
Olha ai', para os que não puderam comparecer, a transcrição do discurso:
"Que desafio! Em apenas 5 minutos eu conseguir em nome de todos resumir tudo o que significou e com certeza significará em nossas vidas a escola! O Magno.Desafiador e difícil porque seria injusto resumir o significado da escola em apenas momentos isolados... A escola é muito mais que momentos, muito mais que notas, muito mais que acordar cedo, muito mais que toda essa superficialidade que resumiria facilmente o “ser” da escola.
A escola é aprendizado, crescimento, amadurecimento, diversão, a escola é transformadora. É nela que nossas idéias se concretizam, é nela que passamos de ingênuas crianças para adolescentes questionadores. E é ela que tem uma grande parcela na formação de nossas idéias, da nossa cidadania, do primeiro degrau de futuros profissionais; e são os professores; menos não achando, que são grandes responsáveis e influenciadores agentes nessa transformação.
Foi aqui no Magno que nós crescemos, aprendemos, choramos, sorrimos, brigamos, fizemos as pazes; foi no Magno que nós nos identificamos com alguns professores e nos estranhamos com outros; foi aqui que nós começamos a ver que o mundo é lotado de regras, e foi aqui tambem que nós começamos a questioná-las. Em fim o Magno não foi um momento, uma passagem; o Magno foi história, o Magno é a nossa história!
Eu não podia deixar de falar dos pais! Ao mesmo tempo que eles não tem nada a ver com a escola, eles tem tudo a ver com a escola... Nada a ver porque mal sabem o que se passa em nosso dia a dia; a zona na sala, a lição não entregue, a briga com o professor. E tudo a ver porque são eles os principais responsáveis e mais preocupados com quais melhores decisões tomar para o nosso bem. Os Pais são o começo, o princípio, o espelho, são os nossos super protetores, o nosso porto seguro incondicional. Os pais são os pais!!! E se nessa frase cabe tudo que eu falei, nenhuma frase descreve melhor os pais.
E deixar de falar dos amigos então?! Afinal o que seria da vida na escola sem os amigos?! Os verdadeiros amigos... Os amigo que são como pontos de apoio, mesmo você estando, certo ou errado, eles sempre estão lá! Não sei se é porque eu amo meus amigos, e os que eu amo sabem do que eu estou falando, mas são os amigos da escola os de verdade, porque nós crescemos juntos, amadurecemos juntos, sofremos juntos, vivemos juntos e serão eles, os amigos de verdade, os eternos amigos.
Bom galera nós chegamos lá! E agora? A faculdade, os sonhos, a vida adulta, os novos desafios, os novos medos e o futuro, e por mais retórica que seja a frase “O futuro esta em nossas mãos” é também a mais verdadeira, porque cabe a nós, a partir de agora, nos conscientizamos e nos esforçarmos para que nos tornemos agentes desse futuro. O poder de mudar a realidade está em nossas mãos basta querer viver, querer deixar marcas e não apenas passar omissamente pela vida.
Que cada um de nós tenha um ontem inesquecível, um hoje incomparável e um amanhã imprevisível. Obrigado Mãe, Pai, Flávia, Familia, Amigos e Magno. Agradeço o que sou a vocês. Vou sentir saudades de acordar e ir para escola!"
11 dezembro, 2005
Matemática no Século XXI
+ 10 temido
+ 10 preparado
+ 10 ligado
+ 10 mascarado
+ 10 mobilizado
+ 10 compromissado
__________________
= 70 ser humano
Paralisia do Movimento Parado
Caminhada caótica de quem percorre a vida sem sentido.
O pensamento embaralhado pelo sol de dezembro
Procurando a senha bancaria, tão secreta que nunca será emitida.
De repente uma facada com vigor rasga minha compaixão,
com crueldade quase letal.
Embaixo da carroça alguém se debate em convulsões.
Esbocei ajudar, mas meus movimento foram propositadamente lentos,
na esperança de alguém chegar primeiro.
Agora já somos quase cinco pessoas...
A debilidade da minha falsa coreografia humanitária passa despercebida.
O homem e sua hérnia afastam ferozmente qualquer gesto de ajuda.
Que bom! isto legitima e mimetiza minha passividade.
Meu celular toca e catalisa o distanciamento compulsório.
Mesmo o telefonema sem importância, avaliza o afastamento com ares de missão cumprida.
Mas a consciência segue ao meu lado e me deixa sangrar.
Um jorro hemorrágico e suculento,
que vai me desumanizando,
ate' estancar a ultima gota de solidariedade.
Na ocorrência fica registrada a falta de compaixão,
o enrijecimento da alma,
Congelada, perdida e amargurada,
rebocando o corpo asséptico,
dissimulando um movimento inercial.
Sem rumo vital.
Ate’ mesmo as moedas para compra do anti-convulsivo foram omitidas.
Tenho que achar uma academia de humanização...
Urgente!
01 dezembro, 2005
Falha
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
Fernando Pessoa (1888-1935)
Mulheres...
Paixão de ginásio, a mais bonita Miss Primavera,
A mais desejada e também mais requintada.
Inteligente, educada e articulada.
Sentiu-se pouco amada e foi ser feliz com outro.
A segunda foi paixão tipo avassaladora.
Amor de perdição com muito sexo.
A mais libidinosa e sorrateira.
Certamente a maior manipuladora.
Preferiu um colega de alto escalão no trabalho.
Existiram outras ligações paralelas:
A dengosa de Sorocaba, que foi para os States antes da Sol.
A sorridente dentista, que já casou duas vezes.
E outras coreografias de relação, onde faltou alma.
Sem talento para perenizar relações matrimoniais,
Vou levando minha vida, tentando em condições normais,
não exceder 2000 irritações por minuto!
O segredo conjugal e' simples:
"Cada um finge acreditar na mentira que o outro fala,
avaliando cuidadosamente a fração verdadeira desta mentira."
Sempre a falsa dicotomia entre:
A verdade da essência e
a mentira da aparência.
Escrever sobre insucesso
Cria um registro, mas não garante aprendizado.
Só' volto escrever quando me libertar das palavras,
que esculpem e delimitam o 'sentir' no pensamento,
como o ato de 'pensar' no sentimento.
[mlfb]
28 outubro, 2005
27 outubro, 2005
26 maio, 2005
Memória com tecnologia
mesmo em deslocamento, não se fica imune ao laço tecnológico.
Antigamente era fácil esquecer,
pois não tinha tecnologia para reavivar a memória em alta fidelidade.
Atualmente não se permite esquecer,
Não permite afastar ou separar.
Permanecemos constantemente apaixonados.
A saudade transcende o sentir,
E começa desencadear uma atitude, que vai alem do coração.
Qualquer encontro pessoal esta a menos de 12 horas,
Ouvir a voz da amada não custa mais que um sorvete.
Como era fácil esquecer um namoro de ferias,
Uma aventura de viagem ou
Um encontro internacional
Será que inventarão um esquecedor eletrônico?
[mlfb]
english version >>
Memory with technology
Type a message and it will be received in seconds,
even if you are moving, you will not be immune to the technological bow.
In Old times it was easy to forget,
because it did not have technology to revive the memory in high fidelity.
Currently it is not allowed to forget,
it does not allow to move away or to separate.
We constantly remain gotten passionate.
Homesickness exceeds feeling,
and starts to unchain an attitude, that goes beyond of the heart.
Any meeting can be done in less than 12 hours distance,
To more hear the voice of your lover, do not the cost than an ice cream.
How was easy to forget one vacation affair,
A trip adventure or
An international meeting
Will they invent an electronic forgeter?
25 maio, 2005
Elegia 1938
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
[Carlos Drummond Andrade 1902-1987]
29 abril, 2005
A Lucidez Perigosa
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.
Além do que: que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis.
Eu consisto, eu consisto, amém.
[Pde. Antonio Damasio]
26 março, 2005
My In MindInaction
First thought,
She could be here.
For a tender morning kiss...
Another thought,
She can be on line,
Let's turn the computer on...
Another thought,
She will be here in a few days,
Let's make reservations.
Another thought, She could be talking,
Let's hear her voice in a call.
Another thought,
She could be smiling
Let's messenger her.
Last thought,
She could be my imagination,
Let's find her in my mind...
That's my reality.
[mlfb]
22 março, 2005
01 março, 2005
Show Shot I
Next day, two Pints
Another day to refuse a kiss
Finally a stolen kiss almost permitted.
Then a fancy Italian restaurant
Wine, hands, eyes, and garlic bread
Let emerges all hidden feelings almost
More dates happens, and new questions raised
Distance, language, age,
And lot of more excuses turns dreams away.
But meanwhile times goes by
And now we should say goodbye
Sorry if to make love was forget,
But fell it was the best.
Next time maybe we should try as "entrée".
[mlfb]
21 fevereiro, 2005
Girl from Lithuania
Immediately she opens a smile.
We talked about my Hotel registration.
I missed her for two long days...
Again another smile and pub conversation
Now using not only mouth but the eyes too,
and touching the untouchable
She likes chemistry !!
Mathematics!!!!
I read her hands expecting good news for my life.
the weekend ends...
Dublin without her smile
Can be just another city...
[mlfb]
31 janeiro, 2005
Sábado...
Dia de motorista novato as pencas.
Dia de quem vive o avesso da semana,
encontrando quem atrapalha o lazer, de quem trabalha.
Mão para fora do carro significa: secar a unha; e nunca virar a esquerda.
Dia de trocar presente.
Disputando no grito uma vaga para estacionar junto à parede.
Dia de trocar farpas com o vendedor exausto de consultas de preço,
Que não se convertem em vendas.
Dia de ir ao cinema, disputar uma poltrona com boa visada,
Com gente alegre, com pe na cadeira da frente,
Gente exibida fazendo confidencias sobre a viagem feita a Disneylândia, agora Disneyland. Comentando em voz alta a cena mais importante,
Mostrando que não lê mais legenda.
Dia de jantar no restaurante da moda, na mesa que sobrou vazia,
Que sempre desagrada ao acompanhante.
Dia de garçom em treinamento, que depois de anotar seu pedido,
Parece mais estar questionando do que providenciando.
Por fim, voltar para casa, cansado de descansar tão duramente.
Amanhã é domingo e eu prometo ficar em casa.
Até cansar de descansar na cama,
Esperando a Segunda-feira.
Tomara que não tenha que assistir o Fantástico...
25 janeiro, 2005
O papel da Ciência e Tecnologia no Desenvolvimento Nacional
O Índice de Desenvolvimento Humano tem cada vez mais representatividade e importância na avaliação categórica de uma região. Sabemos que estes dois índices são uma medida inequívoca do desenvolvimento socioeconômico e resultantes diretos do processo de inovação continua dos produtos e serviços.
Por outro lado, no ambiente cultural o setor educacional executa desde os primórdios da civilização um incansável trabalho de reunir, aumentar e organizar de forma rigorosa e racional o conteúdo de um recipiente repositório de conhecimentos básicos em relações objetivas, verificáveis e de valor universal.
A forma ou metodologia de estabelecer este conhecimento é feita através do expediente da pesquisa pura ou aplicada.
Enquanto pesquisa pura, teórica ou experimental está produzindo conhecimento científico - Ciência; mas quando a pesquisa é aplicada, isto se traduz como Tecnologia.

Podemos ver no diagrama uma linha frágil de interação entre o mundo acadêmico (setor educativo) e o setor produtivo, se dá através da ponte entre o conhecimento e a necessidade de inovação. Muitas vezes este processo é catalisado pelo jornalismo de divulgação científica, tão presente na atualidade sensacionalista.
Percebemos então que somente um intenso processo educacional executado de forma constante, e uma ponte de comunicação absolutamente firme e eficaz, poderão transcender o abismo inevitável entre o ritual prático de sobrevivência e a linguagem hermética e pouco coloquial da comunidade acadêmica.
Se o conhecimento contido no repositório não for regularmente transferido para fomentar a inovação, teremos apenas biblioteca cheia de livros não lidos e paginas armazenadas digitalmente aumentando as estatísticas de busca do Google.
Sem Ciência de qualidade que subsidia a produção de tecnologia da inovação, seremos uma nau sem rumo, à deriva.
Parafraseando nosso amigo Roberto Freire:
"Sem inovação, não tem solução".
Ou pior ainda: "Sem solução, não tem nação".
[mlfb]
06 janeiro, 2005
LIBERDADE
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
em edição original
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca
[Fernando Pessoa 1888-1935]
Chuva na Madrugada
É o homem executando o Tsunami de concreto, impedindo a terra de se reciclar e se refazer. Permitindo apenas uma enchente artificial "esvaziando" a moradia de mais uma vítima, que engrossa a estatística do noticiário de amanhã.
Enquanto a terra sucumbe vagarosamente, nos falta coragem para descascar o asfalto e concreto, dando um pouco de água para esta terra respirar, afogando-se no processo divino da natureza.
Estou seco. Porem culpado e preso dentro da ratoeira de concreto armada pelo nosso desequilibro ecológico.
[mlfb]
03 janeiro, 2005
A Dança
[Oriah Mountain Dreamer]
24 dezembro, 2004
Balanço Anual
Nós que superamos o excesso ou a falta de coisas:
· Irrelevantes - Crise financeira, Presidente, Prefeita, Congestionamento no transito, Fila de banco, Declaração de Imposto de Renda, Multa de excesso de velocidade, Amor Oficial, Convite Profissional, Bens Materiais, Jantar de Gala, Compartilhar o abundante.
· Relevantes - Amizade, Amor, Abraço, Afago, Sorriso, Gargalhada, Beijo de língua, Beijo, Sexo, Compromisso, Franqueza, Sinceridade, Cumplicidade, Espiritualidade, Tomar sorvete, Domingo no Parque, Sonhar, Compartilhar na escassez.
Todos os tripulantes da espaçonave Terra, com a missão de promover harmonia na diversidade e imensidão do universo, para que os filhos-tripulantes possam navegar espiritualmente elevados, ecologicamente equilibrados, sem ganâncias materiais.
Desejo a todos que a viagem continue plena por muitos anos e repleta de coisas relevantes. Tem sido gratificante contar com sua luminosidade na minha efêmera existência.
BEIJOS e Feliz Natal e Ano Novo !!
[mlfb]
16 novembro, 2004
29 outubro, 2004
19 outubro, 2004
ORIENTE O(u) OCIDENTE
A artista refletindo o coração.
Mesmo assim não foi o talento,
Mas foi o sorriso que me cativou.
Ela tenta uma técnica de venda rebuscada,
Mas escapo delicadamente.
Trocamos apenas sorrisos e cartões.
Mandei um e-mail. [Sem resposta]
Telefonei. [Conversa monossilábica]
Um dia, chega um convite inesperado, porém coletivo:
Outra exposição artesanal.
Eu fui encontrá-la,
Ela esperava apenas uma visita.
Até que eu esqueci de lembrar.
Então ela percebeu minha existência.
Um chopp sem compromisso.
Logo depois um compromisso sem chopp.
Corpos entrelaçados como fosse hábito.
Hábito, gestos e movimentos gêmeos.
Descobertos homeopáticamente, sem pressa para ser feliz.
Apenas sobrevivendo ao incidente de percurso da vida.
[mlfb]
14 outubro, 2004
Entre um jogo e outro
que deleite.
E como a gente brinca
e rola e ri
para depois sentar
nos lençóis descompostos
o corpo ainda suado
e continuando sempre
o mesmo jogo
falar a sério
de literatura.
Te beijo no cangote
e quieta penso:
um outro amante assim
Senhor
que trabalho terias pra me arrumar
se me tomasses este.
[Marina Colassanti]
11 outubro, 2004
Grande Sertão Veredas
[João Guimarães Rosa]
08 setembro, 2004
EROS & PSIQUE
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que a princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém
Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, ainda tonto do que houvera,
À cabeça em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A princesa que dormia.
[Fernando Pessoa 1888-1935]
30 agosto, 2004
SAUDADE
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
[Clarice Lispector 1925-1977]
11 agosto, 2004
11 julho, 2004
QUEM MORRE?
quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade e FELICIDADE é o que desejo!!!!
[Pablo Neruda 1904-1973]
30 junho, 2004
Eu sei, mas não devia...
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone:
- Hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e,
que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
[Marina Colasanti]
13 junho, 2004
Ensaio & Vida
buscando uma estréia que nem sempre pode ser marcada a priori.
Simplesmente alguém de súbito abre as cortinas e te lança em cena,
exigindo o melhor da tua performance.
Ser protagonista do improviso é que faz sentir a plenitude de ser, e cada espetáculo fugaz acaba delineando os próximos e intermináveis ensaios.
Mas nunca temos a garantia eterna, seja de um papel principal, secundário ou apenas de um cenário sem colorido.
Fique contente ao personificar a percepção de realidade de alguém.
Já é um bom e humilde começo...
Sabedoria é saber conjugar o ensaio com o improviso,
sem vergonha ou hesitação.
[mlfb]
07 junho, 2004
segunda-feira, 7 de junho de 2004
sexta-feira, 4 de junho de 2004
A vida não é dada. Se você quiser uma vida, Aprenda a roubá-la.
sexta-feira, 28 de maio de 2004
"Epitáfio (*) tão efêmera a consciência da extinção da consciência de ser efêmero que quase não deu tempo de doer" [Luis Dolhnikoff] (*) poesia satírica
quinta-feira, 27 de maio de 2004
"Será a fala um prelúdio a ação ou será uma forma de passar a vida toda falando em vez de agindo, falando em vez de vivendo ?" [Bion]
terça-feira, 25 de maio de 2004
"Senhoras e senhores, usem filtro solar. Nunca deixem de usar filtro solar! Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês. Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente tava com tudo em cima. Você não é tão gordo(a) quanto pensa! Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira modorrenta. Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim pra todo mundo. Desfrute de seu corpo. Use-o de toda maneira que puder. Mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance. Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio. Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem. More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje. Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear. Você, também, vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes, e as crianças, respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez case com um bom partido. Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar. Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta vai aparentar oitenta e cinco. Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale. Mas no filtro solar, acredite!" WEAR SUNSCREEN - Use Filtro Solar Mary Theresa Schmich - Chicago Tribune 1999 O Vídeo "Sunscreen" foi produzido em 1999 por Erh Ray e José Henrique Borghi, enquanto ainda eram dupla de criação na DM9. A música é de Baz Luhrmann.
domingo, 23 de maio de 2004
Cada um é um... Cada outro é outro... Sofrer é um querer ser o outro. Impossível é que o outro seja um... Ninguém transforma ninguém. Compreendendo-se as diferenças entre um e outro, Forma-se a identidade um-outro. Um carrega dentro de si o outro, Enquanto o outro leva um dentro de si. Assim, um-outro é mais saudável para resolver qualquer sofrimento Porque não existe vida sem dor. Um-Outro é a multiplicação do amor dos dois Porque o amor ajuda a superar a dor. Um-outro amplifica a alegria e o bom humor Porque a felicidade ilumina o triunfo da sabedoria. [Içami Tiba 1941-
domingo, 16 de maio de 2004
A juventude envelhece, A maturidade é superada, A ignorância pode ser educada, A embriaguez passa, Mas a estupidez dura para sempre. [Aristóteles 384-322A.C.]
domingo, 9 de maio de 2004
Sexta-feira à noite Os homens acariciam o clitóris das esposas Com dedos molhados de saliva. O mesmo gesto com que todos os dias Contam dinheiro, papéis, documentos E folheiam nas revistas A vida dos seus ídolos. Sexta-feira à noite Os homens penetram suas esposas Com tédio e pénis. O mesmo tédio com que todos os dias Enfiam o carro na garagem O dedo no nariz E metem a mão no bolso Para coçar o saco. Sexta-feira à noite Os homens ressonam de borco Enquanto as mulheres no escuro Encaram seu destino E sonham com o príncipe encantado [Marina Colasanti 1937-]
sábado, 8 de maio de 2004
O silêncio daqueles que te dispensam de viver, é um grito para a verdadeira vida.
Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina. [Cora Coralina 1889-1985]
quinta-feira, 6 de maio de 2004
Estou uma gripe viscosa e com febre alta, daquelas que faz a gente delirar. Impotencia , frio, dor, espirro e tosse... Ao menos quando adoentado, existe a perspectiva de um estado melhor. No cotidiano, isto nem sempre vale!
Pessoas que se acomodam num uniforme informal e na ingenuidade esperta do estudante juvenil, como se fosse uma profissão permanente e paga. Alguns acabam adquirindo cabelos grisalhos e uma prole mal-alimentada, enquanto ainda buscam inocentemente o conhecimento. [Jonh Updike - Roger's Version - 1987]
Sou um depressivo. ë muito importante para meu bem-estar mental manter os pensamentos afastados das areas de contemplação que possam me envolver e puxar pra o fundo. [Jonh Updike - Roger's Version - 1987]
segunda-feira, 3 de maio de 2004
A metamorfose da alma, permite experimentar a ressurreição sem viver a morte.
O livro que inspirou o nome do Blog, pode ser consultado aqui >>> "Sarcasmo Visceral"
domingo, 2 de maio de 2004
fotos
Fotoblogs: FotoLog Imagem Digital Olho Mágico Um dia, uma foto
Quando vieres a me ler perguntarás por que não me restrinjo à tecnologia, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto a necessidade das palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é minha quarta dimensão. [Agua Viva - Clarice Lispector 1925-1977][mlfb]
01 abril, 2004
Morena Cativante
Um sorriso me atravessa desprevenido.
Tento amenizar o distúrbio desconfortável, e peço mais uma bebida, em vão...
Aquela agulha humana no palheiro de gente padronizada.
Sorriso implacavelmente maravilhoso.
Não deixa espaço para reclamação.
Não acredito!
Ela dispara a minha impetuosidade quase juvenil, e considerada adormecida.
Agora me aproximo tanto,
Que sinto até o calor da alma.
Estranhamente ela ouve o meu olhar.
E comete um novo e melancólico sorriso,
Que resgata nossa existência.
Entre uma foto e outra,
Acaba aparecendo um pedaço da alma,
Timidamente leve.
Enfim, dá vontade de tomar sorvete,
E congelar o "instante fugidio",
Sem perder os sentidos.
Apenas viver a plenitude no intervalo.
Quase sem respirar, para não estragar a vida.
[mlfb]






